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Entenda como seus pais influenciam na sua vida financeira

Será que existe uma ciência exata para uma pessoa ser bem-sucedida financeiramente? Você já parou para pensar que pessoas ricas pensam e agem de forma parecida? Será que uns tem mais sorte que outros quando o assunto é dinheiro?
Existe uma frase de T. Harv Eker que diz o seguinte: “A maioria das pessoas associa dinheiro a prazer imediato. Para mim, ele deve ser acumulado para proporcionar liberdade”.
Talvez o maior problema em relação a dinheiro é pensar somente no hoje, somos condicionados a comprar pelo prazer imediato, e fazendo isso estamos deixando de acumular patrimônio para ter liberdade financeira no futuro.
O foco do artigo de hoje é fazer você entender porque muitas pessoas não conseguem prosperar financeiramente.
Já ouviu falar em crenças limitantes? De modo geral, crenças limitantes são pensamentos que estão enraizados em nosso subconsciente e interferem na maneira como vemos e agimos diante das situações.
A grande questão é entender que o seu caráter, suas crenças e seus pensamentos é o que irão determinar seu sucesso financeiro.
Por que será que vemos muitos exemplos de pessoas como jogadores de futebol, atletas, ganhadores da loteria, artistas, que tiveram fortuna em algum momento da vida perderem tudo? Seria por falta de conhecimento técnico em finanças? Talvez sim, mas arrisco dizer que a principal razão para essas pessoas terem falido é porque não estavam mentalmente preparadas para administrar grandes quantidades em dinheiro.
Qual é o seu modelo financeiro?
O modelo financeiro de uma pessoa consiste numa combinação dos seus pensamentos, dos seus sentimentos e das suas ações em questões de dinheiro. Ele se constitui essencialmente da informação ou programação que a pessoa recebeu no passado, sobretudo quando era criança.
Nossos formadores de opinião e influenciadores geralmente são nossos pais, irmãos, tios, amigos, professores, líderes religiosos, mídia e cultura, entre outros. Fomos ensinados desde crianças a agir e lidar de certa forma em relação ao dinheiro.
Minha ideia aqui é condicionar a sua mente a pensar de maneira próspera. Antes é importante entender que mudar sua programação mental em relação ao dinheiro, envolve três maneiras principais:
1 – Programação Verbal – O que você ouvia quando era criança?
O que seus pais, professores e influenciadores falavam sobre dinheiro e pessoas ricas para você? Conhece alguma das frases abaixo?
“Ricos são gananciosos”
“O dinheiro é a fonte de todo o mal”
“Ricos são desonestos”
“Dinheiro não nasce em árvore”
Já ouviu alguma dessas frases quando era criança? Esse é o problema, todas essas frases que ouviu sobre dinheiro permanecem no seu subconsciente como parte do modelo que governa a sua vida financeira hoje.
Existem quatro elementos-chave para reprogramar seu modelo de dinheiro.
O primeiro deles é a conscientização. Entenda que o que ouvia em relação a dinheiro não é necessariamente verdade.
O segundo elemento-chave é o entendimento. Compreendendo a origem do seu modo de pensar, você será capaz de reconhecer que ele tem de vir de fora.
O terceiro elemento é a dissociação. Ao identificar que esse modo de pensar não é o seu, você tem a opção de mantê-lo ou largá-lo baseado em quem você é hoje e quem você quer ser amanhã.
O quarto elemento é o recondicionamento. Um tempo atrás li um livro chamado Bilionários, escrito por Ricardo Geromel, um brasileiro que trabalhou na revista Forbes e entrevistou alguns bilionários ao redor do mundo. Após realizar essas entrevistas ele identificou um padrão em comum de pensamentos dessas pessoas e a partir daí resolveu escrever o livro.
Para recondicionar sua mente, recomendo que leia o livro do Ricardo e também o livro “Os Segredos da Mente Milionária” do T. Harv. Eker, de onde eu aprendi os conceitos que escrevo aqui hoje para você e onde você irá aprender quais são os princípios de riqueza.
Mas, voltando aqui, a segunda maneira para mudar sua programação mental é entender quais eram os seus:
2 – Exemplos – O que você via quando era criança?
Seus pais eram gastadores ou poupadores? As finanças da casa eram organizadas? Investiam dinheiro ou não? Eram propensos a arriscar ou conservadores? Dinheiro era fonte de felicidade ou motivo de brigas?
Por que isso é importante? Quando crianças aprendemos quase tudo a partir dos exemplos que nos dão.
Se tratando de dinheiro tendemos a ser idênticos a nossos pais, a um deles ou uma combinação de ambos.
A terceira maneira que deve entender é sobre:
Episódios específicos: que experiências você teve quando criança?
Que experiências com dinheiro, riqueza e pessoas ricas você teve quando criança?
É comum pessoas que presenciaram em sua infância brigas de seus pais por causa de dinheiro, associarem o dinheiro a dor ou a algo negativo e inconscientemente por causa disso gastam todo o dinheiro que ganham porque não querem passar por aquela mesma situação de conflito que presenciou quando criança.
Concluindo
Espero que tenha conseguido refletir sobre como as suas referências, em relação ao dinheiro, quando criança interferiram na maneira como lida hoje com a sua grana. Convido você a tentar entender quais os modelos de dinheiro bons e ruins que teve na infância e filtrar para que somente os bons tenham influência sobre suas decisões financeiras atuais.
Fonte: A Escolha Certa Рwww.aescolhacerta.com.br (Fonte: Finan̤as Pessoais)